
Voando, planando, flutuando, piruetas loucas, traçado ao léu.
Eu tenho um mundo interior, onde povôo nuvens e sonho com o dia em que terei os pés no chão... ponta-cabeça.
Por que será que necessito de um mundo só meu?
E nesse cosmo não sou presidente, ditador, imperador ou profeta. Sou o faroleiro.
Ilumino o caminho do porvir. E a única certeza é de que tudo é incerto. Mas aqui estou eu, alma do farol, a lembraça de que é só apontar prá luz e remar.
A gente sempre chega a algum lugar, depois que caminha bastante. O importante é saber aonde se quer chegar... e isso quem disse não fui eu, foi o gato de Cheshire, e não foi prá mim, foi prá Alice, que seguia o coelho, como a um farol.
Às vezes a luz no fim do túnel não é mais nada além de um trem. Uma simples "variável aleatória": a de entrar no vagão certo, é agora ou nunca, os vagões não se repetem.
Sorte tem aquelas pessoas que podem mudar os trilhos... embora algumas não achem que isso seja tão legal quando o sol está a pino.
Telas, teclas... quero cheiro e gosto. Quero muito.
Com licença, vou dar uma espiada prá ver o que está acontecendo do lado de fora... lá, onde o mundo não gira em linhas tortas, onde todos estão a 23,5º, eu prometo que não vou ficar em casa, sentindo uma “raiva média”.
Eu vou gastar a vida.